Gravar seu curso: resolve mais uma câmera boa ou um áudio bom?
Todo mundo que decide gravar o próprio curso começa pesquisando câmera. É o instinto errado, e ele custa caro.
O teste que qualquer um pode fazer
Pegue uma aula gravada com câmera excelente e áudio de microfone embutido, com aquele chiado de sala e a voz distante. Depois pegue uma gravada no celular com um lapela de cem reais. Mostre as duas para alguém que não sabe do teste e veja qual delas a pessoa consegue assistir até o fim.
Não é sutil. Imagem mediana o cérebro aceita. Áudio ruim cansa em menos de trinta segundos, e o aluno que cansa não termina o módulo, não avalia bem e não compra o próximo.
Por que o áudio não se conserta depois
Cor errada eu corrijo na edição. Enquadramento torto eu reenquadro. Agora, eco de sala, ar-condicionado ligado e voz longe do microfone não têm volta: o que existe no arquivo é o que existe. Redução de ruído tira o chiado e leva junto um pedaço da voz.
É por isso que microfone de lapela por participante entra em toda diária que eu faço, sem cobrança separada.
O segundo erro: dez módulos com o mesmo plano parado
Depois do áudio, o que mais derruba curso gravado em casa é o cansaço visual. Uma câmera fixa, mesmo enquadramento, dez aulas seguidas. Duas posições de câmera já resolvem quase todo o problema, porque permitem um corte a cada troca de assunto.
O que eu recomendo para quem vai gravar sozinho
Se o orçamento não permite contratar produção agora, a ordem de prioridade é esta: lapela primeiro, sala com pouco eco em segundo, luz em terceiro e câmera por último. O celular que você já tem provavelmente filma melhor do que a sua sala soa.
Por Cacau Dias